"O idealista" e um poema sem título
- Algum Lucas

- 16 de jan.
- 1 min de leitura
O idealista
"Miau",
disse o gato faminto,
talvez por instinto,
talvez por capricho,
quiçá pelo hábito.
Não ousei miar em resposta,
como pai, tutor ou até mesmo dono,
preguei a ele o DOGMA
de que não se deve crer na fome.
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O vento leva a areia
pelo tempo de uma vida.
Provento da tempestade alheia
em meu templo de monotonia.
É o intento de inscrever na areia
o eterno do que já foi um dia.
Sonho do asceta sem abadia:
Devir um monolito inerte
aonde o vento leva a areia
e erode o eu que já não resistia.


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